2016 em diante…

volta

Segue abaixo uma série de equívocos políticos, estéticos e gramaticais… certamente o futuro reserva vários outros…

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Bom dia e boas festas.

Video curto dum tipo de rolé que deveria acontecer mais frequentemente

 


… Nem Mestres, o Sin Dios e o Cólera já disseram tudo.

… Nem mestres” é o nome do trampo novo da Eu o Declaro Meu Inimigo, que eu acho que vai sair via eles mesmos.  Comecei a trocar umas ideia com Diego, que é o cantor, um pouco antes deles divulgarem um som na net e a imagem de capa do lance… meio que terminei depois disso. Rola de dar uma sacada no som e na imagem no bandcamp e especialmente contribuir com um rolé que eles pretendem dar pelo NE. Juro que é fácil encontrá-los na internet, comprar o seu e blábláblá. Enfim… o papo seguiu bem na linha do cotidiano de praticamente toda banda que se tem notícia. Talvez,  exatamente por isso ele tenha sido/seja relevante.

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É hipster agora.
Tem uma simbologia de perna cruzada, gente descalça tipo os bagui de abbey road, bicicleta e foto de cor sem graça. Não sei se todo mundo vai conseguir sacar…

H – Criar expectativas é o alicerce da decepção, mas ainda assim é praticamente impossível não criá-las. Com este novo trabalho, quais são elas? As expectativas, no caso.

Diego Edimí – Fomos produzindo de forma bem despretensiosa e, as vezes, até lenta. Começamos a ter algumas idéias sobre como o material poderia ser, quantidade de músicas, formato e tudo mais que envolve essa produção mas, acredito, que pensando em um prazo maior de tempo do que realmente esta sendo. A banda por muitas vezes já passou alguns meses sem ensaiar, dessa vez estavamos ensaiando frequentemente e tocando algumas vezes. Por coincidência apareceram alguns convites que nos daria uma boa sequência de roles (alguns fora do estado). Queríamos aproveitar esse tempo de frequentes ensaios e shows para gravar. Acabou tudo acontecendo tão rápido que, na verdade, acho que surgiram mais idéias e sugestões do que realmente uma expectativa criada. As decisões foram rápidas e se tornaram práticas também de forma rápida. Ainda a muito o que se fazer mas está sendo tudo bem rápido. Por exemplo, entre o tempo de receber essas perguntas e ter tempo de responder apareceu a oportunidade de terminarmos a gravação do CD aqui em casa e fizemos isso no dia de ontem. De capitação falta apenas a participação de um casal de amigos que será feita de outra forma e em outro lugar. Daniel, que também foi o responsável pela gravação do primeiro material, já esta trabalhando em cima das músicas para que elas saiam, realmente, o mais rápido possível. De expectativa mesmo, só aquela gigante de escutar pela primeira vez o áudio finalizado. Naturalmente fomos deixando Daniel sugerir e por em prática coisas relativas a timbre e tudo que envolve e influi demais no resultado final, superou demais as nossas idéias e conceitos de como deveria ser e por isso, pra mim, a expectativa está sendo bem maior e basicamente está voltada a isso. Quero escutar e achar foda junto com os caras. O que a gente faz depois e se vai dar certo eu não estou tão “preocupado” no momento porque temos uma idéia básica que também já esta sendo colocada em prática.

H – Essa primeira pergunta foi feits antes do Trampo sair e agora ele está ai, em breve, pra qualquer mortal com audição poder ouvir. No fim das contas, o som saiu de uma forma que vocês conseguiram ouvir juntos e achar foda?

Diego Edimí – Na verdade, ainda estamos nesse processo de procurar agradar a todos da banda, mas desde a primeira audição achamos foda. Agora são só alguns detalhes de volume e equalização de uma ou outra música.

H – Boa parte dos membros da banda possui alguma relação com militância e isso se reflete na banda. Então, continuando no âmbito das expectativas, O que vocês pretendem ou esperam comunicar nesse novo trabalho sem se tornarem apenas mais uma voz dizendo as mesmas coisas de forma diferente para mais ou menos o mesmo tipo de pessoa “de sempre”?

Diego Edimí – Não existiu uma unidade de composição ou algo do tipo pra esse novo material. Acredito que por conta do tempo grande de produção das músicas elas tem algumas diferenças de influências, composição e envolvimento com o que tava acontecendo com cada um. As letras, basicamente, são relacionadas a algo bem específico que passei, senti, li, escutei, observei ou pensei dentro de um espaço de tempo grande. Então nelas você pode perceber em alguns aspectos o que se tornou a minha relação com o trampo, com o transito, com o que passei a ler e escutar. Não existe uma grande pretensão da minha parte de atingir, com as músicas e o material, outro tipo de público. Tudo tem acontecido ao contrário na verdade, as coisas aparecem pra mim e passam a ter significado e por isso saem na música. O material esta mais para um produto final das influências que sofri nesses últimos meses do que algum tipo de estopim. Para outras pessoas. Ainda falamos das mesmas coisas, não existe uma grande temática ou descoberta por trás de tudo, a não ser as nossas próprias. Além disso o Sin Dios e o Cólera já disseram tudo.

H – Você não acha que pode soar elitista desprender-se da necessidade de atingir outros tipos de público? E se a Sin Dios e a Cólera já disseram tudo; por que continuar?

Diego Edimí – Não consigo tratar como necessidade atingir “outro público”, como disse, tudo o que rola nas letras são coisas que atingiram a gente e significaram algo, tudo é uma “reação” diante de alguns fatos. Não consigo ver uma finalidade que justifique a banda correr atrás de outros públicos ou tratar a própria busca como uma finalidade. Acho que o importante é dar vazão a essas idéias, o reconhecimento (no sentido de compartilhar das mesmas idéias) vem naturalmente. O Sin Dios e o Cólera já disseram tudo, vale a pena continuar porque ainda faz sentido, porque difundir a idéia ainda vale, porque ainda acreditamos que o fato de pegar alguns instrumentos e cantar algo ainda tem um significado verdadeiro, mesmo que seja só pra gente, e também porque é algo que gostamos de fazer, andar por ai e tocar.

H – Creio que 75% dos membros da banda possuam alguma relação com artes visuais, mas no trampo anterior vocês optaram por convidar um monte de gente pra ajudar na construção do encarte. Dessa vez vai rolar uma “particpação” maior dos próprios membros da banda?

Diego Edmí – Acredito que vai rolar uma participação menor dos integrantes. Nesses últimos meses conhecemos e passamos a ter uma relação de amizade com muitas pessoas por conta da banda. Falamos com algumas dessas pessoas e elas toparam contribuir a produção de conteúdo do cd basicamente porque também curtimos o trampo de cada uma delas e já que rola esse compartilhamento de idéias achamos que seria uma boa idéia inclui-los.

H – O Trampo já vai sair/já saiu, mas ainda dá pra adiantar e falar sobre essas pessoas que estão ajudando vocês na construção do Album?

Diego Edimí – O esquema do conteúdo foi bem parecido com o primeiro material, mas dessa vez conseguimos fazer de forma mais organizada, acredito que por todas as pessoas serem nossos amigos e curtirem a banda. Dessa vez recebemos colaboração de Pedro do Rótulo, Marreco da George Romero, Imarginal, Day, Fernando JFL do Cätärro e Henrique, um amigo nosso. Eu (Diego) e Wendell também contruibuimos. Foi algo bem livre e curtimos muito as idéias. Depois de tudo pronto a Livrinho de Papel Finíssimo nos deu uma ajuda na escolha dos materiais, na impressão e na produção do material físico.

H – Falando do álbum em si, como está sendo o processo de construção das músicas do mesmo e quando será possível encontrá-las de graça na internet num blog doidêra de downloads lá da Malásia… ou do bairro vizinho?

Diego Edimí – O processo de gravação já nem existe mais. Alugamos por 6 horas uma sala no Estudio 1 em Jardim Atlântico na quinta feira passada, Daniel levou os equipamentos de capitação e Átila e Wendell conseguiram matar todas as baterias e guitarras. Surgiu uma viagem pra Daniel e ele sugeriu gravarmos o baixo e a voz aqui em casa ontem (terça-feira). A acústica não é a ideal mas curti o resultado. A idéia é estar com o material físico no final do mês de novembro. Acho que não muito depois disso vamos colocar no bandcamp.

H – E falando em Malásia, Vocês em breve farão um giro por alguns lugares daqui do BR. Geralmente as bandas esperam para fazerem esse tipo de coisa quando já possuem material novo e tudo mais, mas sei bem como é complicado arrumar tempo coincidente pra todo mundo. Como foi/está sendo/ vai ser todo esse processo, já que vocês vão passar por um monte de lugar que nunca foram antes.

Diego Edimí – Na verdade estamos tentando ir com o material pronto. Imaginamos que daria tempo e estamos correndo atrás disso e torcendo pra dar certo. Como falei antes, aconteceu tudo de forma inesperada mas de algum jeito encaixou com os compromissos de todos da banda. Não esta tudo definido em relação as datas mas esta bem avançado. O show de Teresina, por exemplo, já foi anunciado e já ta rolando uma divulgação. Ta sendo foda todo processo, ninguém da banda já teve alguma experiência com um role um pouco mais longo e mais distantes. Acho que nenhum dos integrantes foi além de Alagoas (para o sul) e Rio Grande do Norte (para o Norte). Rola aquela tensão em relação ao que pode dar errado mas acredito que, muito mais, uma vontade de que esses dias cheguem logo e passem lentos.

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A beleza além da conta de Subconscious Cruelty.

Certamente, um filme para poucas pessoas. Por mais que blogs de reviews cinematográficos o coloquem no topo de listas com filmes perturbadores ou algo assim, esta joia rara do cinema apresenta uma sublimação; uma “estetização”, de alguns dos impulsos mais íntimos dos demônios interiores da humanidade. Embora em alguns momentos possa parecer apenas uma sucessão de divagações acerca da natureza humana, iluminada seja a pessoa que disponibilizou este filme na internet para as pessoas com preguiça de download.

 

Quem viu, viu.


Quase um clip de Precipice & All we love we leave behind

Dia desses eu acabei encontrando esse video de duas músicas da Converge, até que o troço é legal e eu pensei em postar como “Da série ‘clips que deveriam virar filme'”. Só uma pausa para uma breve divagação, me questiono muito por que diabos o povo da converge dividiu isso em duas faixas no All we Love we Leave Behind, a única resposta que encontro é “se o tempo para o set for pequeno a gente não toca Precipice” só consigo pensar nessa explicação, nenhuma outra parece ter alguma lógica.  Precipice e All We Love We Leave Behind encaixam perfeitamente bem demais para serem duas músicas diferentes/separadas dá um saco na coisa junto com o vídeo.

mas dai, foi só dar uma procuradinha de nada nas internet e acabei batendo nisso aqui. A porra do vídeo vem mesmo de um filme, não que isso diminua a qualidade do troço em alguma coisa..

Rovdyr é um filme slash movie norueguês bem +-, já começa pelo fato de ser um slash movie, dirigido por Patrick Syversen; que filmou sei lá o que mais. Mas a pessoa que teve a ideia de juntar trechos do Rovdyr com as duas músicas da Converge conseguiu sim dar um passo à frente na história da humanidade. Tá certo que alguns segundos as coisas não parecem se encaixar muito bem e o video desencaixa da múscia… mas mesmo assim, o clima de slash movie dentro dessas músicas, as quais juntas possuem um tom bastante melancólico, dá um UP na coisa toda geral. Diria até que é uma boa pedida procurar o Rodvyr só pra você sacar um slash movie que não venha dos states. Caso você não seje fluente em norueguês, dá pra procurar por Manhunt por ai que dá no mesmo.


Do miserável aos redentores.

Além de uma bateria de rock’n roll inocente dos anos 50, passei um bom tempo recentemente ouvindo The Body. Nem sei por qual motivo ainda não havia falado da banda aqui, até onde lembro e a busca do blog me deixa ir. É aquele tipo de som com velocidade, e clima, de funeral que te traz todas as suas lembranças felizes erradas à tona.

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É gritaria desesperada misturada com bateria de lata e uma guitarra mais pesada que… que.. que… sei lá, a morte de alguém ai. Além disso, ainda rolam umas camadas de noise propositalmente irritante; uns eletrônico du mal e uns samples escolhidos a dedo, pra dar aquele clima terrorcult ao trabalho do duo nativo de Portland. Os caras conseguem fazer uma coisa foda, que é fazer um som lento sem músicas semi intermináveis… mas ouvir uma sequência longa de músicas, leia-se “um álbum inteiro”, ajuda a construir aquele ambiente mezzo introspecção mezzo misantropia que tanto se precisa de vez em #semprequando.

Buscar por informações da The Body nas internets vai lhe levar simplesmente a reviews elogiosos vindos desde sites focados em tudo que há de ruim até picos extremamente hypes da internet dizendo que o troço é bom e que todo mundo deveria ouvir, tipo quando eles bateram a Hannah Montana como melhor lançamento do mês. Além disso, todos os trabalhos visuais relacionados à The Body são incrivelmente bem pensados, das fotos com capuz de assassino tiradas no meio do mato até as ilustrações que se assemelham a iluminuras de bestiários renascentistas. E simplesmente, esta foto.

No Bandcamp da The Body dá pra sacar desde o primeiro trampo Just Wretched até uma compliação lançada um tempo atrás, o álbum mais recente, Christs, Redeemers, lançado pela Thrill Jockey Records, no entanto, não tá pra ouvir ainda. No máximo, até onde sei, rola de dar uma sacada num dos sons pelo soundcloud da Thrill Jockey e esse vídeo

… e ficar abismad@.

Sem mais para o momento.


S.O.S Pogo

S.O.S Pogo

S.O.S Pogo

Basicamente,  o local está passando por uns perrengues e esse rolé é pra levantar uma grana a fim de não fechar o pico; palco de tantos e tantos rolés pelos lados de Jampa. De quebras, você chega por lá e saca umas bandas supimpas… tipo a Dí Dí Déx.