Ser realista sem ter um traço realista: Entrevista com Toro Elmar.

Como prometido, tá ai a entrevista com o Toro Elmar: um maluco lá da Indonésia que eu comecei há trocar uns papo um tempão atrás numa parada de sXe do Last.fm. Essa é a primeira entrevista deste blog e foi feita através de uma série de mensagens pelo facebook. Ela demorou pra ser postada por pura preguiça de traduzir e ajeitar links, colocar fotos, fazer a “diagramação” e tudo mais. Tô na pilha de fazer outras entrevistas e já tenho outros alvos em mente e uma entrevista meio travada no meio, mas tamo indo. Evitei falar do tsunami de 2005 e demais tragédias naturais que ocorrem no país, seria emocionante demais para mim lembrar da Nasum. Quanto ao Toro, cujo nome soa para nós tão “piada pronta” quanto o do vocalista do Rotten Sound, bem: ele toca na About the Drunker, é ilustrador, esteve em cerca de 20 das +- 50 ilhas que compoem Indonésia e sabe que no Brasil tem samba; carnaval; futebol; droga; guerra do tráfico e cristianismo. Obs: as partes em negrito e entre parênteses dentro das respostas de Toro são comentários meus, pra você que só lê cartaz de show.

Vamos lá:

H – Antes de tudo cara, você pode falar um pouco sobre o Hardcore na Indonésia? Há um monte de gente aqui que saca nada sobre como são as coisas por ai, nem mesmo saca nada sobre a Indonésia. Ou acha que a Indonésia é o Vietnam, mesmo que eles saibam porra nenhuma sobre o Vietnam.

Toro – O hardcore indonésio, pelo que eu sei, começou nos anos 90. Eu realmente não sei quais bandas foram (ai é foda!). As que eu conheço são Antisepctic e Dirty Edge. O auge da cena foi no meio dos anos 90, quando rolavam muitam gigs; a maioria com bandas Oldschool. O hardcre newschool chegou nos anos 2000. A cena voltou na metade dos 2000, quando bandas como o VitaminX, Magrudergrind, Have Heart e muitas outras de fora do país vieram pra Indonésia, foi como um alarme pras bandas daqui despertarem. A cena aqui é basicamente como a cena hardcore de outros lugares do mundo, alguns ainda manteem uma atitude nazi; hardliner, teem orgulho demais disso que eles chamam de hardcore, exatamente como em outras cenas (issaê!). Mas no que eu me meti, só conheci gente legal. Gente que ainda respeita as diferenças e acredita na igualdade. (aham Cláudia… ¬¬) (Saque uma entrevista com a Antispetic contando um pouco da história do hardcore na Indonésia aqui)

Antiseptic

H – Diz ai, 5 bandas da Indonésia que todo pivete imbecil deveria ouvir antes de virar um adulto idiota. Comenta um pouco sobre elas, obviamente.

Toro –

Straght Answer – Essa banda é muito respeitada na cena, talvez porquê ela é a única banda que surgiu nos anos 90 e continua na ativa. Essa banda é muito considerada na cena sul-asiática. O som é um hardcore punk rapidasso, com letras sobre união; algumas sobre política. O hino da banda é “Menolak Tunduk” (Recuse-se a obedecer). Eu conheço o vocalista, é um sXe bem legal. Mas a banda em si não é Straight Edge. A banda inteira também é torcedora fiel dum time de futebol local chamado Persija.

Grave Dancer – Essa é basicamente a única banda de Crossover que dá as caras na cena HC. O som é tipo Cro-Mags, Municipal Waste, Suicidal Tendencies… Os álbuns sempre são muito esperados pelos fãs. O tema das letras é mais filosófico com um pouco de política e crítica social. O vocalista estuda comigo na faculdade. Já fizeram tour pelo sul da Ásia. Eles possuem um merchan meio Cult, sempre que lançam alguma coisa acaba logo. Obivamente é por que eles teem bom gosto.

Final Attack – Essa deve ser a única banda endorsed, que lança por gravadoras “grandes” e recebe patrocínio de marcas de roupa. Aqui, as pessoas ainda acham que se você faz alguma coisa e é patrocinada por marcas grandes você é foda; não importa que porcaria você fala. As músicas deles são um hardcore moderno tipo o Defeater, Terror ou Modern Life is War. Eles cantam em inglês, gosto muito de algumas músicas deles, não são muito politizadas, mas rola uma mensagem por trás de cada música. Todo show com essa banda é lotado. O vocalista dela também é meu amigo, cara legal, cara bem legal.

Under 18 – Eu não saco muito sobre essa banda, é de outra cidade; Bandung. O que eu sei é que essa banda é muito respeitada pela cena, por que eles misturam skinhead, sXe e punk numa banda só. (visshhh) O que acaba unindo o rolé de todo mundo por aqui. Eles possuem algumas músicas que são tipo hino nacional da cena!

Serigala Malan – Eu também não saco muito sobre essa banda, vi o show uma vez; na Terror Showcase (uma espécie de Estação do Reggae/Quintra Bar de lá) . São de Yogjakarta, uns caras fortões tocando aqueles hardcores de riff pesadão e breakdowns. Pelo que eu sei são bem fodões na cena deles.

Milisi Kecoa – Eu esqueci como se conta e coloquei mais essa banda. Ela deve ser a única que ainda lança em K7 (Tr00) Ainda mantém o espírito DIY forte, tocam uma parada Black Falg ou 7 Seconds. As letras são totalmente politizadas, cê devia sacar. Dá uma sacada no Last.Fm deles.

Final Attack, essa eu já sacava há tempos. Recomendo.

H – A Indonésia é um país enorme e bastante multicultural, com roupas tradicionais bem engraçadas, um passado duro e uma população pobre bem grande. Vocês passaram por um período longo de ditadura no século XX, isso é bem parecido com o Brasil; né? Apesar do problemas que enfrentamos aqui no Brasil, eu vejo pouco interesse por política na cena hardcore brasileira, o hardcore indonésio é bem politizado?

Toro – É, foi em 1998 que a ditadura caiu. Mas mesmo com o fim da era fascista nada mudou. E com esse presidente estúpido eu nem tenho expectativas. Haha

A maioria das bandas de hardcore na indonésia que eu escutei não possuem músicas e letras politizadas. Elas falam sobre a cena, união e blábláblá (eu já te falei daquela parte do orgulho-hardcore certo?). As bandas straight edges falam sobe ter uma atitude positiva (e isso é chato e repetitivo) as bandas Two-Step falam sobre ser forte e brigar, não sobre política. Talvez a maioria delas não queira falar sobre política por que na realidade eles não sabem da situação aqui, ou eles não conseguem escrever boas letras sobre isso; :P

H – Então as bandas não são muito envolvidas com coisas tipo ativismo, trabalho comunitário nem outras coisas que lidem de certa forma com qualquer tipo de mudança no Statuos Quó? 

Toro – Pelo que eu vi, ouvi e li: as pessoas não envolvem a banda com ativismo. Não sei se os indivíduos se envolvem. Por que ser do hardcore aqui não paga as suas contas. A maioria deles está apenas se divertindo e não levando tudo muito a sério.

H – Você não acha que por “não levar muito a sério”, no que se refere à ligação do hardcore com a política, as bandas estão deixando de lado justamente o que o hardcore tem de mais importante?

Toro – Acho, justamente por isso que eu não me interesso muito pelas bandas hardcores daqui.

Igual a qualqer outra gig...+-

H – Como a ditadura lidava com o hardcore? Aqui no Brasil, mesmo depois do fim da ditadura ainda rolou uma repressão forte (e rola) … o que deu numas músicas legais ai.

Toro – Eu realmente não lembro como era antes de 1998, mas já ouvi histórias de que grandes gigs punks eram organizadas como atos de resistência.  Já vi um vídeo no youtube, mas esqueci o link. (Puff…) Nesse período muitas bandas tocavam hardcore rápido e uns sons bem youthcrew, com influência de Chain of Strenght, In My Eyes, Youth of Today… Do conteúdo das letras não posso falar, eu não escuto muito; realmente. Ahh, você pode baixar muita coisa hardcore que sai na Indonésia aqui.

H – Eu sei que existe uma puta tradição islâmica na indonésia, por causa disso existe uma cena taqwacore por ai? No meu ponto de vista qualquer cruzamento entre religião e nichos do punk é contraproducente, por que o punk; assim como outros gêneros musicais; evoluiu numa linha de pensamento anti-dogmática. Cê acha o mesmo?

Toro – Eu acho engraçado! Eu sempre rio quando misturam alguma ideologia punk com religião, é um troço que não faz sentido. Aqui rola uma banda chamada “PUNKMUSLIN”, antes eu respeitava os caras, mas quando eu vi ao vivo… eu não sei, é só engraçado. Eu quis dizer, tudo bem se você acredita fortemente em algum deus, mas nunca misture isso com punks. Haahah (tipo isso)

H – Os subgêneros do hardcore se misturam bem por ai? Tipo bandas de crossover e thrash, death metal tocando direto com grind por exemplo.

Toro – É, nem todo gênero tem sua própria cena aqui. Então é uma banda de metal-bosta-core (leia-se do tipo Bring me the Horizon), geralmente vão tocar numa gig com alguma panda poppunk-colegial. Ai, se é uma banda anarcopunk geralmente toca em gigs junto com punk rock, se são grindcore, tocam normalmente na cena deathmetal. Mas se é uma gig hardcore, normalmente tocam com muitos gêneros, como fastcore, powerviolence, ou outro bostacore de macho fortão ai.

H – Como os subgêneros lidam uns com os outros? Rola coisa do tipo o cara levar uma facada por causa do visual, ou por que anda com as “pessoas erradas’?

Toro – Não, aqui as pessoas não agem assim. Todo mundo tem a liberdade no seu estilo de vestir o que quiser, exceto um estilo meio bring me the horizon hahahhhahahaha. No geral grupos punks e hardcores por aqui são tranquilos. Exceto alguns de fora da cidade, ai realmente rola treta entre hardcore e metal.

Google> Punks + indonesia + photos.

H – Quantas gigs rolam em Jakarta por ano +-? Existem festivais grandes e tal?

Toro – Gigs hardcore punk? Hummm, umas 2 ou 3 por mês normalmente. E umas 4 grandes por ano, como o Hardfest, Posifest e outros 2 que eu esqueci hahahah.

H – Quantas pessoas, diga os números, colam nos shows normalmente, em shows grandes e numa gig fail ai?.. se é que nós podemos usar esses termos.

Toro –

Gig normal: 50 a 100 pessoas (dependendo de qual banda “superstar” toca na gig)

Gig grande: 100 a 500 (depende de “vai tocar uma banda da Bridge9?”)

Gig fail: 20 a 50 (depende do preço do ingresso, das bandas ruins…)

H – Você pode falar um pouco sobre o About the Drunker (aboutx2 the drunker no email original), sobre seu trabalho como ilustrador e como você entrou nesses dois mundo? Pode mentir um pouco pra botar um “tchan” na narrativa.

Toro – Bem, a About the Drunker é uma banda Ultra-DIY. Nós raramente tocamos em shows. Ficamos numa média de 7 shows por ano, por todos nós estamos um pouco ocupados sendo escravos em alguma grande corporação. LOL. Muita gente diz que a About the Drunker é uma uma banda ArtCore, pois em todo show nós lemos poesias; recitamos; convidamos pessoas para recitarem poemas nos intervalos de nossas músicas enquanto fazemos meio que um som ambiente. Nossas músicas são rápidas, não rápidas no sentido de riffs rápdos, mas de duração rápida. A maioria de nossas músicas trata da sociedade de forma sarcástica , com um pouco de política. Todas as músicas são gravadas com uma câmera digital (então pegamos o áudio do vídeos e convertemos para MP3). Nós gostamos de fazer assim pois gostamos do hardcore punk como quando ele começou. Nós já lançamos 3 EPs e um SPLI, todos podem ser baixados gratuitamente.

About the Drunker, Toro é o gordinho criado a leite com pera e docinho caramelado.

Bem, sobre meu trabalho como ilustrador, eu sempre amei desenhar, desde que etinha uns 2 anos. Eu me mantive desenhando, mesmo sem propósito, até começar a passar alguma mensagem com isso. Minhas ilustrações sempre possuem uma mensagem humanista, por que eu sou um humanista declarado :). Então, se você vir meus desenhos, eu não tenho um estilo pop/urbano, com um personagem único, como se encontra em blogs de ilustração por ai. Eu digo que meu estilo é “ser realista sem ter um traço realista”.

Eu entrei nesses dois mundos por que eu amo música e amo desenhar. Primeiro eu amo arte, em seguida eu amo música, e então eu amo fazer coisas, criar coisas e coisas de outros mundos criativos. Então por que não criar uma, ou duas, ou um milhão enquanto eu ainda tenho tanto tempo nesse mundo? Daí eu não me importo se o meu trabalho vai ser odiado pela sociedade, ou se ninguém vai gostar do meu trabalho, ou o contrário.  Eu apenas crio, faço e foda-se o resto. Haha.

Trampo dele pra Fur Magazine.

H – Uma coisa sobre a qual eu não tenho idéia é o seu circuito de artes visuais… quais são os artistas, as grandes exposições, museus e galerias dignas de nota?

Toro – hummm, sobre os artistas daqui: eles são bastante criativos, Mas a maioria deles tem a mente muito estreita. Você sabe, eles teem receio de compartilhar com outras pessoas sobre seu trabalho, e assim espalhar arte (o que eu realmente odeio). O mundo da arte ainda é um mundo caro de se envolver, com materiais caros por exemplo. Outra coisa que eu vou te dizer: os museus por aqui são como casas abandonadas, não se respeita os museus, respeita-se mais as grandes lojas e mercados, shopings… Existem poucas galerias nas cidades, quando existem. É muito difícil para nov@s artistas conseguirem expor, por que primeiro você tem pagar para expor, ou vender seus trabalhos com 60% do lucro pra galeria. Não é justo, certo? Por isso muitos jovens artistas gostam de fazer exposições online, ou exposições coletivas. Ai você vai me perguntar: então por que não fazer em uma casa abandonada, formar coletivos ou qualquer outra iniciativa DIY certo? (Nem pensei em casas abandonadas, mas é uma boa.) O problema aqui é, todo lugar aqui tem MAFIA. Então se você pega uma casa vazia, para fazer um show por exemplo, sempre vai ter algum problema, como um policial ou algum vizinho perguntando “vocês possuem permissão para fazer isso?”. Com poucas galerias e centenas de shopings, os shopings acabem virando os museus e galerias. Algumas vezes os shopings abrigam uma exposição (grandes exposições como uma bienal) Ai o visitante pode ver um pouco de arte e ir fazer compras com algum desconto HAHA. Mas no geral eu conheço muita gente com o espírito DIY, que não ligam para essa merda. Daí eu não acho que seja um grande problema para mim continuar cirando e fazer meu trabalho. :)

H – Muitos ilustradores extrapolam o papel, explorando outras superfícies; como as ruas por exemplo. Isto já é algo clichê no mundo da arte inclusive. Seu trabalho vai nessa direção?

Toro – Sim! Entre 2007~2009 eu fiz muitos murais, lambelambes e alguns posters de propaganda, mas depois que eu me graduei eu não tive muito tempo para fazer arte em outras superfícies ou materiais. Apenas no meu estúdio, quando estou desenhando na mesa ou fazendo algum zine. Mas se alguém me convidar para fazer um mural eu ficaria bastante feliz. Eu já realizei trabalhos para canecas de café, pranchetas, sacolas de plásticos e alguns outros materiais. Claro que em todos eu sempre me preocupei com a mensagem que quis passar.

Uma das canecas que ele fez, não é em série pelo que eu entendi.

H – O que te inspira, em termos de outros trabalhos artísticos, e como é o seu processo criativo, se é que você possui um processo rotineiro?

Toro – O que mais me inspira é a humanidade e a sociedade como temas. Visualmente, é ler alguma graphic novel, comic ou artbook, ou talvez ver algum blog de arte.

H – Seu traço é bem simples e espontâneo… talvez alguns até digam que é algo feito por alguém que não sabe desenhar. Mas justamente por causa disso, dessa simplicidade, eu acho que possui um bom apelo emocional. Você poderia fazer aglum comentário sobre a forma como você desenha? (Se você gosta do trabalho de André Dahmer ou Marjane Satrapi, assim com o de vári@s outr@s que vão nessa linha de traço simples, mas não consegui gostar do dele eu diria que há algo errado nisso ai!)

Toro –

eu desenho de mais de uma forma

Um estilho mais casual, um diário gráfico (como você pode ver no comics.toroelmar.com), é muito espontâneo, por que eu quero que o meu desenho seja como vem à mente. Eu visualizo com a minha mão, sem fazer esboços ou apagar. Eu quero que as pessoas pensem “isso aqui é feito sem pensar duas vezes” hahaha

O estilo das minhas ilustrações sérias (como você vê em WWW.toroelmar.com). É como o trabalho de qualquer outro ilustrador. Algumas vezes eu uso “trace table”, aquarela, tela, ou outro suporte. Eu não sou um ilustrador de personagens, como artista urbano. Meus únicos personagens são a minha mensagem, minhas linhas e minhas cores.

Parte de uma série que ele fez sobre violência.

H – O circuito de arte contemporânea brasileira vem sendo alterado bastante pela atuação de coletivos, da mesma forma que tem-se visto ao redor de globo. O circuito indonésio vai por esse caminho também? Você faz alguma ligação disso com uma mudança de mentalidade do DIY para o DIT?

Toro – hummmnn, alguns coletivos fazem isso, mas há apenas alguns coletivos artísticos aqui. Digamos que cada grande cidade possui apenas uns 5 coletivos e apenas um que aparece na mídia. A questão aqui é: os movimentos artísticos aqui ainda não são uma coisa importante. As pessoas aqui não enxergam a arte como uma ferramenta para uma revolução, mas apenas como uma ferramenta para aliviar a mente, o olho e dizer “Ohh, que legal! Ei, que foda!… Tá, vamos voltar pra casa.”.

H – Você pode indicar 5 artistas contemporâneo da indonésia?

Toro – Eu vou indicar 5 amigos meus que são artistas. (Malhaaandro)

Gogoporen, ele é um bom ilustrador tem um estilo bem rascunho preto e braco. Ele gosta muito de hardcore também.

Mufty Amenk, esse cara é meu artista local predileto. Otrabalho dele me lembra Ray Pettibon (designer do logo da Black Flag), satírico e sarcástico. Acho que você vai adorar o trabalho dele.

Rasu Ardie, ele era minha referência quando eu estava na faculdade. Ele fez zines, comics e outros trabalhos. Influenciou demais o meu trabalho artístico.

Kuro, adoro a forma como ele ilustra. As linhas, o traço simples, a temática meio contemporânea com um pouco de surrealismo.

Idham Rahmanarto, ele é fotógrafo e um grande amigo meu. Gosto muito de todos os seus trabalhos, ele é muito bom em te mostrar o que o silêncio é.

H- Aqui no Brasil nós temos um famoso programa de entrevistas chamado “Provocações” onde o apresentador provoca os entrevistados e sempre acaba o programa dizendo a mesma coisa para os convidados: “você pode se enforcar na corda da liberdade, todas as pessoas do Brasil estão olhando pra você” (Mentira minha)… então: você pode se enforcar na corda da liberdade, voe tem alguns olhos do Brasil lendo o que você vai dizer (+- verdade).

Toro – Wow! Que frase foda. Eu vou me enforcar na corda da liberdade, mas ninguém ta de olho em mim, por que eu sou forever alone. Lol

H – Você entendeu que essa era a parte da entrevista em que você dizia algo do tipo “valeu, espero que um dia eu toque no Brasil, blábláblá”?

Toro – Ahh, merda. Eu não entendi. Então eu vou dizer “obrigado pel oportunidade Eurick, espero que seus amigos e leitores gostem do meu trabalho e se interessem pela cena punk/hardcore daqui. Eu realmente quero algum dia colar por ai,  dar uns rolés e fazer alguma coisa ai no Brasil.

Bem, a entrevista acabou ai.

Aqui você pode ver umas fotos e tentar usar o google tradutor pra ficar por dentro do rolé sXe indonésio e aqui você pode ver umas fotos,vídeos e tentar usar o google tradutor pra ficar por dentro do rolé hardcore indonésio. Infelizmente e para minha grande tristesa o Toro é bem por fora do crust e grind de seu país, isso acabou cortando uma parte da entrevista, mas me faz pensar fortemente em correr atrás de informações para um próximo post dando um panorama geral da desgraceira naquele lugar… quiçá daquele lado do planeta terra. Aguardem.

É nóis e eu tô cum sono desgracento!

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