… Nem Mestres, o Sin Dios e o Cólera já disseram tudo.

… Nem mestres” é o nome do trampo novo da Eu o Declaro Meu Inimigo, que eu acho que vai sair via eles mesmos.  Comecei a trocar umas ideia com Diego, que é o cantor, um pouco antes deles divulgarem um som na net e a imagem de capa do lance… meio que terminei depois disso. Rola de dar uma sacada no som e na imagem no bandcamp e especialmente contribuir com um rolé que eles pretendem dar pelo NE. Juro que é fácil encontrá-los na internet, comprar o seu e blábláblá. Enfim… o papo seguiu bem na linha do cotidiano de praticamente toda banda que se tem notícia. Talvez,  exatamente por isso ele tenha sido/seja relevante.

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É hipster agora.
Tem uma simbologia de perna cruzada, gente descalça tipo os bagui de abbey road, bicicleta e foto de cor sem graça. Não sei se todo mundo vai conseguir sacar…

H – Criar expectativas é o alicerce da decepção, mas ainda assim é praticamente impossível não criá-las. Com este novo trabalho, quais são elas? As expectativas, no caso.

Diego Edimí – Fomos produzindo de forma bem despretensiosa e, as vezes, até lenta. Começamos a ter algumas idéias sobre como o material poderia ser, quantidade de músicas, formato e tudo mais que envolve essa produção mas, acredito, que pensando em um prazo maior de tempo do que realmente esta sendo. A banda por muitas vezes já passou alguns meses sem ensaiar, dessa vez estavamos ensaiando frequentemente e tocando algumas vezes. Por coincidência apareceram alguns convites que nos daria uma boa sequência de roles (alguns fora do estado). Queríamos aproveitar esse tempo de frequentes ensaios e shows para gravar. Acabou tudo acontecendo tão rápido que, na verdade, acho que surgiram mais idéias e sugestões do que realmente uma expectativa criada. As decisões foram rápidas e se tornaram práticas também de forma rápida. Ainda a muito o que se fazer mas está sendo tudo bem rápido. Por exemplo, entre o tempo de receber essas perguntas e ter tempo de responder apareceu a oportunidade de terminarmos a gravação do CD aqui em casa e fizemos isso no dia de ontem. De capitação falta apenas a participação de um casal de amigos que será feita de outra forma e em outro lugar. Daniel, que também foi o responsável pela gravação do primeiro material, já esta trabalhando em cima das músicas para que elas saiam, realmente, o mais rápido possível. De expectativa mesmo, só aquela gigante de escutar pela primeira vez o áudio finalizado. Naturalmente fomos deixando Daniel sugerir e por em prática coisas relativas a timbre e tudo que envolve e influi demais no resultado final, superou demais as nossas idéias e conceitos de como deveria ser e por isso, pra mim, a expectativa está sendo bem maior e basicamente está voltada a isso. Quero escutar e achar foda junto com os caras. O que a gente faz depois e se vai dar certo eu não estou tão “preocupado” no momento porque temos uma idéia básica que também já esta sendo colocada em prática.

H – Essa primeira pergunta foi feits antes do Trampo sair e agora ele está ai, em breve, pra qualquer mortal com audição poder ouvir. No fim das contas, o som saiu de uma forma que vocês conseguiram ouvir juntos e achar foda?

Diego Edimí – Na verdade, ainda estamos nesse processo de procurar agradar a todos da banda, mas desde a primeira audição achamos foda. Agora são só alguns detalhes de volume e equalização de uma ou outra música.

H – Boa parte dos membros da banda possui alguma relação com militância e isso se reflete na banda. Então, continuando no âmbito das expectativas, O que vocês pretendem ou esperam comunicar nesse novo trabalho sem se tornarem apenas mais uma voz dizendo as mesmas coisas de forma diferente para mais ou menos o mesmo tipo de pessoa “de sempre”?

Diego Edimí – Não existiu uma unidade de composição ou algo do tipo pra esse novo material. Acredito que por conta do tempo grande de produção das músicas elas tem algumas diferenças de influências, composição e envolvimento com o que tava acontecendo com cada um. As letras, basicamente, são relacionadas a algo bem específico que passei, senti, li, escutei, observei ou pensei dentro de um espaço de tempo grande. Então nelas você pode perceber em alguns aspectos o que se tornou a minha relação com o trampo, com o transito, com o que passei a ler e escutar. Não existe uma grande pretensão da minha parte de atingir, com as músicas e o material, outro tipo de público. Tudo tem acontecido ao contrário na verdade, as coisas aparecem pra mim e passam a ter significado e por isso saem na música. O material esta mais para um produto final das influências que sofri nesses últimos meses do que algum tipo de estopim. Para outras pessoas. Ainda falamos das mesmas coisas, não existe uma grande temática ou descoberta por trás de tudo, a não ser as nossas próprias. Além disso o Sin Dios e o Cólera já disseram tudo.

H – Você não acha que pode soar elitista desprender-se da necessidade de atingir outros tipos de público? E se a Sin Dios e a Cólera já disseram tudo; por que continuar?

Diego Edimí – Não consigo tratar como necessidade atingir “outro público”, como disse, tudo o que rola nas letras são coisas que atingiram a gente e significaram algo, tudo é uma “reação” diante de alguns fatos. Não consigo ver uma finalidade que justifique a banda correr atrás de outros públicos ou tratar a própria busca como uma finalidade. Acho que o importante é dar vazão a essas idéias, o reconhecimento (no sentido de compartilhar das mesmas idéias) vem naturalmente. O Sin Dios e o Cólera já disseram tudo, vale a pena continuar porque ainda faz sentido, porque difundir a idéia ainda vale, porque ainda acreditamos que o fato de pegar alguns instrumentos e cantar algo ainda tem um significado verdadeiro, mesmo que seja só pra gente, e também porque é algo que gostamos de fazer, andar por ai e tocar.

H – Creio que 75% dos membros da banda possuam alguma relação com artes visuais, mas no trampo anterior vocês optaram por convidar um monte de gente pra ajudar na construção do encarte. Dessa vez vai rolar uma “particpação” maior dos próprios membros da banda?

Diego Edmí – Acredito que vai rolar uma participação menor dos integrantes. Nesses últimos meses conhecemos e passamos a ter uma relação de amizade com muitas pessoas por conta da banda. Falamos com algumas dessas pessoas e elas toparam contribuir a produção de conteúdo do cd basicamente porque também curtimos o trampo de cada uma delas e já que rola esse compartilhamento de idéias achamos que seria uma boa idéia inclui-los.

H – O Trampo já vai sair/já saiu, mas ainda dá pra adiantar e falar sobre essas pessoas que estão ajudando vocês na construção do Album?

Diego Edimí – O esquema do conteúdo foi bem parecido com o primeiro material, mas dessa vez conseguimos fazer de forma mais organizada, acredito que por todas as pessoas serem nossos amigos e curtirem a banda. Dessa vez recebemos colaboração de Pedro do Rótulo, Marreco da George Romero, Imarginal, Day, Fernando JFL do Cätärro e Henrique, um amigo nosso. Eu (Diego) e Wendell também contruibuimos. Foi algo bem livre e curtimos muito as idéias. Depois de tudo pronto a Livrinho de Papel Finíssimo nos deu uma ajuda na escolha dos materiais, na impressão e na produção do material físico.

H – Falando do álbum em si, como está sendo o processo de construção das músicas do mesmo e quando será possível encontrá-las de graça na internet num blog doidêra de downloads lá da Malásia… ou do bairro vizinho?

Diego Edimí – O processo de gravação já nem existe mais. Alugamos por 6 horas uma sala no Estudio 1 em Jardim Atlântico na quinta feira passada, Daniel levou os equipamentos de capitação e Átila e Wendell conseguiram matar todas as baterias e guitarras. Surgiu uma viagem pra Daniel e ele sugeriu gravarmos o baixo e a voz aqui em casa ontem (terça-feira). A acústica não é a ideal mas curti o resultado. A idéia é estar com o material físico no final do mês de novembro. Acho que não muito depois disso vamos colocar no bandcamp.

H – E falando em Malásia, Vocês em breve farão um giro por alguns lugares daqui do BR. Geralmente as bandas esperam para fazerem esse tipo de coisa quando já possuem material novo e tudo mais, mas sei bem como é complicado arrumar tempo coincidente pra todo mundo. Como foi/está sendo/ vai ser todo esse processo, já que vocês vão passar por um monte de lugar que nunca foram antes.

Diego Edimí – Na verdade estamos tentando ir com o material pronto. Imaginamos que daria tempo e estamos correndo atrás disso e torcendo pra dar certo. Como falei antes, aconteceu tudo de forma inesperada mas de algum jeito encaixou com os compromissos de todos da banda. Não esta tudo definido em relação as datas mas esta bem avançado. O show de Teresina, por exemplo, já foi anunciado e já ta rolando uma divulgação. Ta sendo foda todo processo, ninguém da banda já teve alguma experiência com um role um pouco mais longo e mais distantes. Acho que nenhum dos integrantes foi além de Alagoas (para o sul) e Rio Grande do Norte (para o Norte). Rola aquela tensão em relação ao que pode dar errado mas acredito que, muito mais, uma vontade de que esses dias cheguem logo e passem lentos.

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Não há planos, nunca houve um plano – Entrevista, Oathbreaker

Eu já falei um bocadinho sobre essa banda aqui no blog, mostrei clip; cartaz de tour e o escambau. Tá meio que no topo da lista de “descobertas +- recentemente” e eu indico pra qualquer pessoa de bem nesse mundo da camisa preta e bufenta, o bagulho é tenso, denso e chei de raiva. Dai, corri atrás desse papo e rapidamente vieram as respostas, bem formais até. Elas estavam esperando eu criar vergonha na cara o tempo certo para serem publicadas. Quem respondeu o lance foi o Ivo, que toca bateria na banda. E rapidamente nós falamos sobre coisas que foram, de certa forma, pouco abordadas em outras entrevistas que a banda já fez por ai. Lá vai…

Le Guess Who festival, Utrecht, Saturday 1st of December with Amenra. Pic by Tim van Veen

H – Eu tenho notado que bandas mais “metálicas” e “dark Hardcore” tem ganhado popularidade,  há até uma certa onda de posts mais ou menos do tipo “como se vestir como um crustie” em blogs… não que o punk não seja moda desde sempre. Maaaas, estamos lidando com uma torrente disso e de alguma maneira uma ou duas bandas estão sendo beneficiadas com essa coisa toda. Vocês acham que se enquadram nessa categoria? Vocês veem algum problema nisso?

Ivo – Existem posts ensinando a como se vestir igual a um crustie? É a primeira vez que eu escuto algo sobre isso! Eu não sei se a gente se encaixa em algum tipo de modinha, nós definitivamente nunca tentamos ser parte de uma. Começamos em 2008 tocando o que a gente queria tocar e continuamos apartir disso. Não é novidade que pessoas vão sempre querer se encaixar em movimentos undergrounds, eu só posso esperar que as pessoas entendam que nós somos uma banda verdadeira. A única razão pela qual a Oathbreaker existe é porque nós queremos que ela exista e nós precisamos que ela exista. Não há planos, nunca houve um plano.

H – Dividir o guitarrista com a AmenRa faz com que as pessoas esperem um som atmosférico e denso. Ao fazer um álbum inteiro baseado no siginifcado das cartas do tarô, eu acho que a banda contribui para essa ideia. Mas essa é a meta da OathBreaker, atingir tanta densidade que chegue a beirar um tipo de espiritualidade?

Ivo – Eu acho que há espiritualidade em todas as coisas, tudo depende de como você experiencia algo pessoalmente. Eu sou ateu, mas para mim a música é algo espiritual. Tendo isto sido dito, eu acho que Caro queria contar uma história pessoal em Mæstrøm e usou as imagens do tarô como base para as letras porque ela sentiu similaridades entre o que nós queríamos dizer e o que as cartas siginificam. No momento em que você faz algo de forma muito pessoal, isso quase que automaticamente se torna espiritual. Mas não é a nossa meta, é algo que acontece.
H – Como eu disse antes, e qualquer pessoa que busca informações sobre a banda sabe, Mæstrøm foi inspirado pelo siginificado das cartas do tarô. Vocês pretendem continuar produzindo álbuns “conceituais”? Como por exemplo “uma música para capítulo deste livro” ou algo do tipo?

Ivo – Na verdade, não. Produzir um álbum é um processo que demanda muito e você nunca sabe ao certo como vai ser. Fazer um álbum é um trabalho árduo, sacrificante e onde você espera que no final tudo consiga se encaixar. Nós estamos próximos à gravação do nosso próximo trabalho e mesmo nesse ponto, eu não tenho certeza de como vai ser.

H – Vocês lançaram o Mæstrøm, que recebeu ótimas críticas, e tocaram num monte de lugares; quais os planos para 2013.?

Ivo –  Em março, nós iremos gravar nosso próximo álbum no GodCity Studios em Salem, MA. Pouco depois, temos alguns shows marcados aqui e ali, mas além disso; nós não sabemos. Nosso foco principal agora é finalizar o álbum, o resto pode esperar.H – Os vídeos de Origin e Glimpse of the Unseen são desgraçadamente intensos, há uma bela simplicidade obscura neles, e vocês parecem ser bastante cuidadosos com os aspectos visuais da banda. Fotos, Flyers e tal… quem os cria e como vocês enxergam este lado da Oathbreaker?

Ivo – Tudo que você mencionou foi criado por pessoas diferentes, mas obviamente você sempre escolhe trabalhar com pessoas com as quais você se conecta. Algumas coisas foram nós mesm@s, algumas outras foram outras pessoas. Mas no fim das contas, você tem que se sentir confortável com tudo. Nós tentamos colocar tanto esforço no aspecto visual quanto colocamos na nossa música, porque os dois lados precisam trabalhar juntos e não um contra o outro.
H – Provavelmente a cena belga não é muito bem conhecida aqui no Brasil, como provavelmente a brasileira não é na Bélgica. O que você pode dizer sobre ela, de selos a pivetes com patches nas camisas? E sobre vir de um lugar que não é, digamos assim, focado pela cena hardcore mundial?
Ivo – Como a maioria das cenas, a belga vem e vai em ondas. Algumas vezes, nada acontece e de repente todas as peças se juntam e você tem uma cena hardcore fervilhando. Exatamente agora a cena está bem pequena e inativa, mas eu tenho uma sensação de que alguma coisa vai acontecer e tirar todo mundo dos seus lugares. Além disso, há bandas realmente muito boas atualmente na Bélgica. Procure Rise and Fall, AmenRa, Hessian, Blind Faith, The Black Hearth Rebelion, Toxic Shock, Imaginary Dictionary, Reproach
H – Caro possui uma voz capaz de atingir timbres ásperos e bonitos, como dá pra sacar no Mæstrøm, e provavelmente já perguntaram pra vocês mais de uma vez se há planos de explorar mais isso. Então, há?
Ivo – Nós tentamos evoluir nosso som como banda e tentamos explorar novas ideias e direções. Na música Agartha, que nós fizemos para o Split com a AmenRa, nós já experimentamos como vocais diferentes, se parecer adequado; nós certamente tentaremos outras coisas também.

H – A cena hardcore está imbricada com uma boa dose de política, ou de pessoas que pensam que estão mudando o mundo. Em entrevistas , vocÊs mais de uma vez disseram que isso não faz parte da Oathbreaker como um grupo, mas vocês como indivíduos possuem algum tipo de envolvimento. Então, não dá para negar que isto acaba influenciando a banda de alguma forma, como?

Ivo – Na verdade não influencia. Oathbreaker são quatro pessoas diferentes com perspectivas diferentes e históricos diferentes, mas nós encontramos nossos pontos em comun na nossa amizade. É claro, tudo que nós fazemos/dizemos como indivíduo sempre será ligado à Oathbreaker, mas até agora isto não foi um problema.
 
H – Se há alguma coisa que você queira dizer para as pessoas no Brasil que não conhecem e gostam da Oathbreaker…
Ivo – Sim, eu falei para vocês sobre a cena da Bélgica, me digam algo sobre a cena do Brazil! Obrigado pela entrevista eu estou lisjogeado pelo fato de que pessoas a meio mundo de distância se importem com coisas que nós criamos durante nossos ensaios.


Cätärro e Insônia

Caso você não esteja por dentro do fato da Cätärro ter lançado uns sons novos, tá na hora de rever quais coisas ler na internets: sério. Enfim, Insônia; o trampo novo; é um epzinho/prévia/amostra grátis do novo material deles que tá chegando por ai e tudo mais. O lance foi gravado numa tijolada só, pelo meio de 2012, no Limbo Estúdio, sob a tutela do Rato Branco: o mesmo doidão que já gravou coisa do Facada. E tá sendo mixado e masterizado nas gringas por gente famosa e tudo mais, se você gosta de coisas como Capitalist Casualties, Limp Wrist e Toxic Holocaust, pode esperar coisa boa, um lusho só. A previsão de lançamento é pra agosto do ano corrente e dá pra ouvir o Insônia inteiro e ter uma idéia da desgracência que vai ser no bandcamp da banda.

Mas ai a sua espaçonave acabou de chegar na terra e não sabe de que banda se está falando… A Cätärro faz aquele Power Violence jovem e gritado, com doses fortes de ironia e coisa e tal… meio que a escola do Spazz: é bom, vá por mim. Essa capinha descoladamente com cara de “rascunho no guardanapo” foi feita pelo desocupadíssimo Fernando, membro da Cabala do Alicate Invertido, roqueiro, tatuador e sabe-se lá mais o quê e poderia ser elaborada como um coisa pra você pregar na sua parede, eu acho.

Supimpa e meio ver um lance novo depois de um hiato gigantesco deles, ainda mais legal é saber que logo mais vem tour de divulgação do lance também… 2013 promete, promete.

Traitor Kvlt – Traitor Kills

E vamos lá com a primeira recomendação de banda do ano e blábláblá

Dessa nova leva Dark Hardcore, donde parece que 80% das coisas surgidas são de “muito boas” pra lá, vem a Traitor: mais um nome pra você acrescentar ai na lista de “o que escutar quando estiver a fim de pegar uma faca e dar um rolé homicida traquili pela vizinhança”. É pura essência ruim indo direto pros seus tímpanos, o que é muito bom. Visualmente a banda saca como se vender, principalmente fazendo parte dessa leva mais obscura de bandas “ruins” surgidas recentemente. É só dar uma olhada pros materiais de divulgação, capas, cartazes e merdas do tipo, que dá já pra ter uma noção do que se pode esperar.

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Rapidamente olhando as fotos você saca uns X na mão de alguns membros da banda e toda aquela vibe “caras brancos com alargadores enormes tocanado de moletom”, mas eu diria que isso não é motivo pra se assustar: ao menos não inicialmente. O lance parece ser tranquilo, bem; não muito… pois não é Björk, né? As letras, pelo menos do trampo mais recente, surpreendentemente ficam naquele clichê de serem mais amorosas/depressivas que qualquer coisa que seu avô escutava na vitrolinha… é só fossa, das pesadas.

A banda é meio nova, Michigan – 2010 pelo que sei, e já possui alguns lançamentos, além de prometer mais 2 splits pra 2013; com Tharsis They e Barckin Backwards respectivamente. Acho que são coisas pra se esperar ansiosamente, quase roendo as unhas. Em novembro de 2012, saiu um trampo deles chamado Shadowheart, o qual quase tem nome de videogame, mas vá por mim, é só deleite e dá pra escutar o lance inteiro no Bandcamp. O último som do Shadowheart teve colaboração de um amigo deles, Tyler Priest, fazendo uma linha no piano que arranca choro de cadáver. Acho que tô começando a pirar em coisas com piano, indo da Pig Destroyer à Mouse on The Keys. O  resto, é só raiva e gritaria da melhor forma que pode haver.


Chore sangue: Sam Abbott tirando o Leviathan, da Mastodon, quase inteiro no piano.

Eu já estava impressionado com os covers no teclado que o Sam Abbott havia feito da Converge… inocência, foi só dar uma olhadela no canal do youtube dele pra encontrar essa coisa praticamente indescritível.

Mastodon – Leviathan, quase o álbun inteiro numa tacada só. Tens noção disso, criatura?!? O cara conseguiu levar pra outro nível o próprio troço foda feito por ele mesmo!!! E você ai se achando bacana por ter batido seu record em Angry Birds… Acho que mesmo que você não conheça a Mastodon nem use camisa preta no sol do meio dia, é impossível não ficar boquiabert@ com a %$#%%&¨ desse trampo. As músicas conseguiram soar bonitas bagaraio², mais cheias de vida que várias outras coisas do mundo mais “Eurodito” da música contemporânea… foooora o climão meio obscuro do próprio vídeo que por si só já dá um puta UP! na coisa toda. Definitivamente, Sam Abbott, você merece aplausos, talvez uma medalha.


Ouça o Damned inteiro, sem parar e no repeat.

Saiu antes de ontem o Damned, trampo novo da Wolfbrigade; tod@s qué. Já apertei o play umas 827 vezes e valeu cada uma delas. Vá procurar sozinh@ um pico pra fazer o download e seje feliz. Ou então, o que eu recomendo beeeeem mais, entra aqui e manda trazer o seu diretinho dos salões de tortura duma das lojas mais bonitas de seja lá qual cidade: a loja da Southern Lord Records. O Cd junto com a camisa sai por 20 dolariuns: cê faz a regra de 3 invertida, tira os 9 fora e põe o frete; vai sacar logo que fica quase baratinho. Garanto arrependimento zero.

A wolfbrigade consegue criar riffs que esmagam seus miolos lindamente. É um troço pesado e raivoso, mas é meio triste e bonito em alguns momentos, a música tem a velocidade certa pra se por tudo de ruim que cai sobre o ombro no dia a dia pra fora; a força que cria uma ânsia de os horroes desse mundo sendo expurgados em algum sentido. Dá pra ouvir o Damned inteiro no BrooklynVegan, aproveite.

Wolfbrigade

 


Música pode ser perigosa, instigante e cheia de coração.

Como eu havia divulgado um tempinho atrás, uma das bandas mais bacanas (ou quase) que apareceram por esses tempos aqui tá nos corres de lançamento de seu primeiro trampo. Dai rolou em Maranguape (subúrbio/periferia da região metropolitana do Recife) o rolé de lançamento do debut da galera. Vale muito à pena dar uma sacada, principalmente se você for inventar de comprar o lance e ler o encarte. O dito cujo foi todo feito colaborativamente, com trocentas pessoas mandando textos, desenhos e tudo mais… ficou um livretinho bem bacana de ter em casa. Eu não vou falar muito aqui sobre o rolé de lançamento, pois um cara bem bacana tá fazendo uma resenha desse rolé pra sair no Negative Mental Attitude; um blog recente e também de bastante respeito nessa birosca aqui.

Música pode ser perigosa Cover Art

Dá pra sacar todo o som dos desocupados no bandacamp da EDMI e inclusivemente fazer o download de todas as músicas e tudo mais. A banda tem umas influências pesadamente bacanas, que vão de Vitamin X a Black Flag e um leve toque de Sin Dios. Letras supimpas pra você ter um pouco de noção de como a música pode ser perigosa novamente, não que os caras sejam mega militantes revolucionários. Mas, é mais interessante sacar alguém cantando Sobre o sague candango ou Em busca da verdade que sobre sábado na balada em algumas determinadas situações. Ainda por cima tá rolando vídeos das bandas nesse lançamento ai, mas eu não vou postar todos aqui; só o vídeos delses falando besteira, errando e tocando um pouco. Numa das músicas eles cantam “menos sangue, mais coração” acho válido.

Ps: eles dizem que apóiam a cena…