A beleza além da conta de Subconscious Cruelty.

Certamente, um filme para poucas pessoas. Por mais que blogs de reviews cinematográficos o coloquem no topo de listas com filmes perturbadores ou algo assim, esta joia rara do cinema apresenta uma sublimação; uma “estetização”, de alguns dos impulsos mais íntimos dos demônios interiores da humanidade. Embora em alguns momentos possa parecer apenas uma sucessão de divagações acerca da natureza humana, iluminada seja a pessoa que disponibilizou este filme na internet para as pessoas com preguiça de download.

 

Quem viu, viu.


Big Moto Blu.

Muito provavelmente, se você tem um pingo de interesse por street art… ou amigos descolados nas redes sociais,  você já viu as animações dele, são uma mistura de lisergia pesada com crítica social ácida; coisa fina. O cara de que eu estou falando adotou o nome de Blu e vem da Itália, não sei muito sobre e nesse caso não me importo. Ele já esteve aqui no Brasil, conheci quando o trampo dele por aqui repercutiu um bocadinho. Além de fazer uns trampos bem bolados pelas paredes desse mundãozão ai, ele também faz as famigeradas animações fundindo grafitage e stop motion… isso deve dar um trabalho de doer na alma.

Da pra sacar no site dele praticamente todo o histórico de trabalhos do indivíduo, inclusive com algumas fotos do processo; afinal muito da arte contemporânea se trata disso. Rola também de ver algumas coisas feitas pra outros suportes que não a rua e ficar por dentro, pra você que gosta de acompanhar a vida d@ outr@s, das coisas que ele anda fazendo recentemente através das atualizações. Voltando às imagens, só pra não dizer que eu não fiz uma breve crítica ou resenha do troço e meio que justifiquei sua presença aqui; se é que eu tenho que justificar algo: ………...zzZZZzzZzzZZ

"Se você não mora na argentina, apenas troque as cores da bandeira." Recomendação do próprio artista.

 

https://i1.wp.com/blublu.org/sito/walls/2009/big/022.jpg

https://i2.wp.com/blublu.org/sito/walls/2008/big/019.jpg

https://hipercinza.files.wordpress.com/2012/01/blubrasil.jpg?w=225

O trampo dele aqui no Brasil, do qual eu falei ali em cima.


A brutalidade do traço de Mark Riddick

Eu já devo ter falado de Riddick por ai centilhões de vezes, mas táqueoparil: que trampo cavalar do infernos!! (tum dus tiss) A lista de coisa que ele já fez é, no mínimo, imensa e eu fico procurando alguma coisa que seja “mais ou menos” na lista de trampos dele… pra quê? Vendo o trabalho do cara e há quanto tempo o indivíduo tá nessa de fazer ilustração malevolente, é fácil olhar pros lados e ver um monte de gente copiando brutalmente o traço do Riddick; bem fácil mesmo. É óbvio que ele não inventou tudo isso do dia pra noite, toda essa iconografia, essa estética blábláblá de Albrecht Dürer a H.R Giger dá pra ver que ele tem umas influências pesadas, mas quem não tem hoje em dia? O que importa agora é que o trampo dele é muito foda e nada além disso.

Tá, dizer que o trabalho dele é bom = chover no molhado. Maaas, o cara não se tornou referência no underground das ilustrações do dia pra noite. Ele é graduado em Studio Art, o que eu creio que seja algo como ilustração ou design, e tá ai atuando na área desde antes de lançarem o Mortal Kombat pro Arcade… = puta tempo, meo. Rola de confirir uma entrevista bruta com ele no site da CVLT Nation, que é mais uma possível digevolução desse blog aqui, e uma fuderosa no Metal Maniacs fique bem por dentro da mente perversa do invidíduo lendo essas duas entrevistas.

De surreal pra baixo é como eu classificaria isso, é o ápice; ou quase, do embelezamento de tudo aquilo que é desumano… coisa fina. Zumbis, demônios, ocultimo, tripas, monstruosidades, deformações, sofrimento, ódio e coisas piores fazem parte das imagens criadas por Riddick, do repertório de imagens perturbadoras criadas por ele. Na minha opinião, elas ultrapassam facilmente o nicho para o qual foram criadas, o propósito para o qual foram criadas. Vão bem naquela linha de espelho da contemporaneidade, daqueles que mostram tudo aquilo que está ali, mas ninguém quer encarar. Enjoy.

 

 Desça às profundezas do  riddickart.com


Traços oníricos e macabros do Imarginal

O Imarginal é, até onde eu entendi, um trampo na área de ilustração desenvolvido por 2 almas vendidas ao rok, o que já é suficiente pra chamar a atenção. Ai dei uma sacada e achei bem bacanoso, mas não me lembro direito como fui bater nessa página. Parece uma mistura dos trampos das capas do Okkultokrati com o trampo do Mulheres Barbadas e sei lá mais o que, há um pingo de coisas clichês no trabalho certamente; mas foda-se é bom e ponto.

Fico imaginando qual vibe de som, além de outras coisas, os caras botam pra desenrrolarem uns trampos desses… piração mil. Na minha cabeça vem desde umas misturas de música hindú com uns drone cabuloso e umas doozera pesadas, o que acaba ficando quase na mesma. lol

A maioria dos trabalhos de ilustração acaba por me fazer construir uma narrativa visual ou algo próximo a isso, dentro do Imarginal nada de bom vem dessa construção. Uma mistura de coisas obscuras com grandes doses de delírio parece ser evocada pela visualidade dos trabalhos, num traço aparentemente bem seguro: ponto pros caras. Resta agora esperar coisas a serem compradas que possuam o traço Imarginal… prevejo capas de cds, revistas, camisas e coisa do tipo.