Do miserável aos redentores.

Além de uma bateria de rock’n roll inocente dos anos 50, passei um bom tempo recentemente ouvindo The Body. Nem sei por qual motivo ainda não havia falado da banda aqui, até onde lembro e a busca do blog me deixa ir. É aquele tipo de som com velocidade, e clima, de funeral que te traz todas as suas lembranças felizes erradas à tona.

Imagem

É gritaria desesperada misturada com bateria de lata e uma guitarra mais pesada que… que.. que… sei lá, a morte de alguém ai. Além disso, ainda rolam umas camadas de noise propositalmente irritante; uns eletrônico du mal e uns samples escolhidos a dedo, pra dar aquele clima terrorcult ao trabalho do duo nativo de Portland. Os caras conseguem fazer uma coisa foda, que é fazer um som lento sem músicas semi intermináveis… mas ouvir uma sequência longa de músicas, leia-se “um álbum inteiro”, ajuda a construir aquele ambiente mezzo introspecção mezzo misantropia que tanto se precisa de vez em #semprequando.

Buscar por informações da The Body nas internets vai lhe levar simplesmente a reviews elogiosos vindos desde sites focados em tudo que há de ruim até picos extremamente hypes da internet dizendo que o troço é bom e que todo mundo deveria ouvir, tipo quando eles bateram a Hannah Montana como melhor lançamento do mês. Além disso, todos os trabalhos visuais relacionados à The Body são incrivelmente bem pensados, das fotos com capuz de assassino tiradas no meio do mato até as ilustrações que se assemelham a iluminuras de bestiários renascentistas. E simplesmente, esta foto.

No Bandcamp da The Body dá pra sacar desde o primeiro trampo Just Wretched até uma compliação lançada um tempo atrás, o álbum mais recente, Christs, Redeemers, lançado pela Thrill Jockey Records, no entanto, não tá pra ouvir ainda. No máximo, até onde sei, rola de dar uma sacada num dos sons pelo soundcloud da Thrill Jockey e esse vídeo

… e ficar abismad@.

Sem mais para o momento.

Anúncios

AmenRa Live x2

Os vídeos são bastante recentes, incluindo músicas do horrendo “Mass V“. Neles, dá pra ter uma noção mínima do quão absurda é a atmosfera criada numa apresentação da banda. Chega a ser cerca de  1:20h de peso, introspecção, ruindade, bad vibes e mais peso. Coloque o som no talo, apague as luzes, pegue aquela faquinha guardada na gaveta e vá se divertindo. A coisa mais parece trilha sonora pra filme de horror.

Abrace o desespero.


Ontem foi um dia bom para o som ruim

Como já havia sido mais ou menos falado neste blog, 27/11/2012 era um dia marcado no calendário. A notícia era de que o Mass V da Amenra viria ao mundo… veio, pra despertar as mais sombrias e piores coisas que a sua alminha possa evocar. A culpa do pecado é da  Neurot Recordings, amém. Mas na CVLT Nation; que é um site praticamente obrigatório se você usa muita camisa preta, já podia ser ouvido há alguns dias… Como isso foi possível? Não importa. Apenas saiba disso, se vocÊ tem um $ sobrando, desde o dia 26 já é possível fazer uma pre order no site da Neurot. Ahh, se eu tivesse…Enfim, dê play no streaming lá da CLVT Nation; ponha o volume no talo; tranque a porta; apague a luz e feche os olhos…

Se você sobreviver, saiba que não só de bandas gringas fodas viveu o dia de ontem. Segundos consta no bandcamp, foi lançado o segundo álbun da #ultrapesada Bemônio: Serenata, achei menos dark ambient que o primeiro. Tá mais experimental/noise e isto nem de longe foi um comentário negativo, achei fod²do mesmo jeito, só que diferente… e no ótimo sentido. O próprio grupo aos poucos colocou faixas online  para serem ouvidas e ontem soltaram todo o bagulho. Noises, drones e outros mimos numas atmosferas perturbadoramente pra baixo; tipo dentro do abismo. Bêmonio é um ótimo projeto nacional pra quem curte essa linha de som ambiente sombrio., trilha pra filme hedionde e coisas antibalada… eu acho.

Ao que tudo indica, isto é a capa do Mass V, ou algo assim.

 

Faça como fizer, escute estes dois lançamentos absurdamente intensos sendo bastante generoso com o potenciômetro da sua caixa de som.

Enfim, ontem foi um dia bom.


Nowena & Boden

Poderia até ser o nome de uma dupla sertaneja do interior daaa… Finlândia/Suécia/Noruega etc, mas são os nomes de dois sons novos que estarão no Mass V: o próximo material a ser lançado pela Amen Ra, através da abismal Neurot Recordings, dia 27 de novembro, ao que tudo indica. Como tudo mais lançado anteriormente pela banda, o Mass V certamente será lento; desesperador; lento; hipnótico; lento e pesado e certamente uma das melhores coisas lançadas no ano. Cada um dos dois sons já possui um clip e este é o motivo principal desta postagem.

Em “Boden”, temos uma atmosfera ritualística com elementos macabros; lindamente filmados nas sombras de alguma floresta com ares de assombro. A narrativa do clip aproxima-se de pequenos contos com toques de terror, acho eu. São ondas repetitivas de sons densos mescladas a um conjunto de voz/repetições de vozes soando como gritos de vítimas sendo torturadas: um deleite!

Em “Nowena I 9.10”, repete-se a repetição desesperada de acordes e riffs saídos das mais profundas horas escuras; num stop motion regado a degeneração humana. Personagens deformados e cenários distorcidos, com uma leve presença do expressionismo alemão que já se fez presente em tantas produções viedásticas por ai afora; porém com um ar cem por cento “coisa nova” pairando diante dos olhos.


Certamente são vídeos para se ver mais que uma vez, mais que duas vezes, mais que várias vezes… enquanto se aguarda a chegada de Mass V, para varrer, mesmo que temporariamente, suas esperanças.

Amen Ra!


Koloss, rock em velocidade – 4.

Nem tudo nessa vida sem muitas cores passa rápido, se é que você me entende. Assim é a Koloss; favor não confundir com a marca de produtos de beleza. A coisa classificada como post-metal/sludge por especialistas no ramo da anti-baladinha vem do mesmo lugar de onde saiu aquela lenda do ocidente contemporâneo chamada Nasum, não que isso seja relevante pralguma coisa.  A banda existe desde 2007, mas só lançou um trampo em 2010. Fez o certo, o álbum é avacalhadamente foda. End of the Chayot, o álbun em questão, se arrasta, no melhor sentido possível, entre momentos de agonia; dureza; gritos; salas escuras; fotos velhas; riffs pesados e passagens calma/melancólicamente belas que quase chegam perto dos seus melhores e mais secretos álbuns de post-rock.

http://bloodorlove.com/wp-content/themes/bolTheme/framework/thumbnail.php?src=http://bloodorlove.com/wp-content/uploads/2011/07/253133_220776564618549_188257174537155_793329_3574251_n.jpg&w=300

O End of the Chayot saiu pura e simplesmente pelas mãos da própria banda, esquema total D.I.Y. Do posicionamento dos microfones à construção do bandcamp foi tudo obra dos caras, até onde eu sei. Valorizei 1000 isso ai. Você não precisa prourar muito para encontrar alguém falando bem do álbun em algum blog com layout de fundo preto ou escuro. Só pra sacar uma vibee sair um pouco mais cult@ daqui, Chayot tem alguma coisa a ver com anjos de ata hierarquia… então End of the Chayot é algo bom, pro mal, certo? Saque o bandcamp deles, onde rola de ouvir tudo da banda e ainda fazer o download de grátis. Caso eu fosse a sua pessoa ia correndo lá agora now.

https://i1.wp.com/a4.l3-images.myspacecdn.com/images02/129/c19b0b12866a4543b61348da1df70891/l.jpg

Há ainda esses vídeos, meio que/totalmente de making off. São bem bacana de sacar, principalmente se você não possui muita ideia de como as coisas são feitas. antes de estar aumentando o volume da sua vitrola. Ou simplesmente se pira em sacar a gravação do trampo de outras bandas. Vale bastante.

Só pra finalizar, essa foto promo que é absurda.


Evil Spirit

Dá uma sacada na piração nova vinda das profudezas dos reinos das trevas, Evil Spirit, coisa fina. Quem participa da bagaça é o Ari, do Facada; que mora nalemanha e ainda assim faz parte da banda… O outro meliante eu não saco quem é, infelizmente.

Noiei alto no som, velocidade de enterro 1, 2 e 3; sujeira cadavérica e voz de fantasma.

 


Red Butcher, ou “Carniceiro Encarnado” em português de alguns lugares.

Saquei um tempinho atrás no Grito Rock lá em Jampa meio show do trio e putaqueopariu (eu sou o mestre da rima!), fiquei impressionado e embasbacado com a densidade do troço que tava sendo apresentado (tripple kill). A banda é carregada, pesada, sujona e tudo mais que um som pra gente sem amig@s precisa ser, indico bagaraio pra quem praticamente só possui camisa preta e nem sabe direito quem diabos é essa tal de Adelle. Red Butcher, começa pelo nome bem escolhido, na minha opinião, e segue com a sequência de riffs pesados fazendo com que você queira simplesmente cruzar os braços e balançar a cabeça lentamente com a cara mais malvada possível de se fazer; talvez uns horns ups em alguns momentos também. O som possui uma energia ruim e lentidão, algo bem longe do funeral doom, angustiante o suficiente pra revolver as profundezas da alma, só me fizeram pensar em encontros de bruxas e coisas queimando.

Quer saber do mais foda? A parada também se mistura com momentos bonitos, leves e cheios de harmonia tranquila pra tornar o clima mais leve, mas nada que chegue ao post rock, e ainda tem umas pegadas com velocidade suficiente pra fazer você querer se mecher ou quase pogar dentro do recinto. Tudo isso misturado de uma forma na qual nem de longe faz a banda parecer perdida naquilo que  está fazendo. É uma mistura muito bem feita, digo só isso.Depois de um tempo vim aqui procurar alguma coisa online da banda e ainda bem que não demorou pra encontrar algo.

A apresentação no grito rock também foi impecávelmente fechada, ponto pra banda, tocar rock é uma coisa, fazer uma parada bem feita é outra. O único ponto que realmente quase me incomodou foi o fato do pessoal ser limpo(do) demais, pra tocar o que eles tocam a pessoa deveria fazer uma avaliação estética. Se não tiver cara de caminhoneiro/marceneiro/eletricista sujo e bigodudo, ou coisa do tipo, tá fora. Enfim, vale muito para e dar uma conferida no que eles fazem, muito mesmo.

Não me preocupei ainda em procurar lançamento deles, quem lançou ou coisa do tipo… depois talvez eu atualize esse post com essas informações, espera sentad@ ai.