AmenRa Live x2

Os vídeos são bastante recentes, incluindo músicas do horrendo “Mass V“. Neles, dá pra ter uma noção mínima do quão absurda é a atmosfera criada numa apresentação da banda. Chega a ser cerca de  1:20h de peso, introspecção, ruindade, bad vibes e mais peso. Coloque o som no talo, apague as luzes, pegue aquela faquinha guardada na gaveta e vá se divertindo. A coisa mais parece trilha sonora pra filme de horror.

Abrace o desespero.

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Rolé bacaninha da Renegades of Punk

Eu realmente acho que, se você não gosta da R.o.P, tá precisando voltar pra Universidade da Vida e pagar Rock Doidêra 2 novamente. É charme; energia; saúde e higiene tudo num canto só, além duma boa dose de sociologia com termos descolados subliminarmente embutida nas letras; com muito propósito e intencionalidade… óbvio. A banda deu um rolé pelo Brasil (leia-se: Regiões sudeste e sul) meio que recentemente e um dos shows tá ai. Sim, shows; é o que essa banda faz. Dai, é aquela velha coisa de ver rolé que você não esteve: procurar gente conhecida no vídeo, mosh no sofá e tudo mais. Além disso, houveram boatos que talvez a banda cole por essas bandas (PE) por esses dias.


Wormrot live at O.E.F 2012 full rolé.

Vi esse vídeo um tempo atrás, quando o blog tava no limbo e tal, dai decidi lembrar da existência dele e soltar aqui… provavelmente uma galerinha já viu. Wormrot, diretamente da terra onde rola aquela piscina no topo do prédio; que a pessoa parece que vai cair e morrer, tocando pra meio mundo de pirado num dos festivais mais supimpas desse mundãozão.

Ps: onde compra um cavalo desses?


Chore sangue: Sam Abbott tirando o Leviathan, da Mastodon, quase inteiro no piano.

Eu já estava impressionado com os covers no teclado que o Sam Abbott havia feito da Converge… inocência, foi só dar uma olhadela no canal do youtube dele pra encontrar essa coisa praticamente indescritível.

Mastodon – Leviathan, quase o álbun inteiro numa tacada só. Tens noção disso, criatura?!? O cara conseguiu levar pra outro nível o próprio troço foda feito por ele mesmo!!! E você ai se achando bacana por ter batido seu record em Angry Birds… Acho que mesmo que você não conheça a Mastodon nem use camisa preta no sol do meio dia, é impossível não ficar boquiabert@ com a %$#%%&¨ desse trampo. As músicas conseguiram soar bonitas bagaraio², mais cheias de vida que várias outras coisas do mundo mais “Eurodito” da música contemporânea… foooora o climão meio obscuro do próprio vídeo que por si só já dá um puta UP! na coisa toda. Definitivamente, Sam Abbott, você merece aplausos, talvez uma medalha.


Piano e Hardcore pós graduado

Sabe quando uma banda joga por terra todo aquele papo velho de que Hardcore é um tipo de música simples e fácil de tocar? Acho bem isso da Converge. As músicas deles são lindamente cheias de nóias altas; lombras mil; pirações pesadas e todo tipo de coisa que serve pra transformar o troço numa coisa ímpar… dai, aparece um pirado pra jogar mais lenha na fogueira; quase naquele estilo ‘Tour de Japon – Music from Final Fantasy‘ e me fazer pensar que um álbun inteiro nesse naipe não faria mal a ninguém. A própria banda podia trocar umas ideias com ele, quem sabe.

Siligue nos vídeos de covers que o cara soltou da banda, não é dificil encontrar gente tocando sons da Converge em vídeos, mas no piano… ai a figura muda de coisa., né bixo? Nesses tempos de mil vídeos de gente tocando coisas no youtube, onde Michel Teló vai parar nos picos mais inimaginavelmente supimpas do universo, ver uns covers que realmente valham a pena… vale a pena.

Jane Doe pra fechar. Ficou parecendo música de gente grande o bagulho, tipo tema de filme cabeçudo em preto e branco dos anos 60 feito no Longistão do Norte.

E nem só de converge vive o cara, ele ainda consegue a proeza de acertar tirando vários outros covers no mesmo esquema: pianinho e vídeo simplezão. A lista vai de Mastodon a Opeth, passando por Gojira e Pig Destroyer… dá um conferes,


Um som novo da Eu o Declaro Meu Inimigo que nem eles sabem o nome ainda, eu acho.

Os caras acabaram de soltar isso na internet e tão postando em tudo que é canto do Facebooks: os pontos altos pra mim vão pro capacete e o adesivo dos Super Patos. A EDMI é uma das bandas mais supimpas que tão no rolé aqui em PE ultimamente, vale a pena dar uma sacada nas coisas deles, vá por mim.

 

A letra da música tem no youtube, mas se você tiver com preguiça; é essa aqui:

Não me transformo ao entrar
nem sempre ouvir, nem sempre aceitar

essas metas não
se tornarão meu padrão
caminho sobre sua criação em ruinas
esmagando o deus patrão

se acostumar e dizer “sim”
o fim não será assim
te incomodo até o fim
não será só ruim pra mim

Sou uma puta que nunca vai te beijar
por de joelhos não faz amar
Aqui dentro somos presos e as grades ferem
mas não me verás chorar

Sou uma puta que nunca vai te beijar
o dinheiro não me impressiona
aqui dentro somos presos e a minha companhia
nunca vai te agradar


Arte e Atrocidade

A “morte por mil cortes” era uma forma de execução tradicional da, sempre humanitária, China. Existiu tranquilamente até os primeiros anos do século passado, quando tornou-se ilegal, e consistia em cortar; retalhar; mutilar; desmembrar; amputar etc publicamente uma pessoa amarrada num mastro. Era empregada contra delitos graves, como o assassinato dos próprios parentes, ou segundo cruéis caprichos de algum regente. Algumas vezes ópio era administrado para prolongar a morte, aliviar a dor ou as duas coisas juntas.

O nome disso em chinês tradicional é … leia Ling-Chi, ou Leng-Che. Sim, também acho que é dai que vem o nome da bandade grind médio +-  Leng Tche.

Mas não estamos aqui pra falar dela.

Tente, procure, busque, faça o que der pra assistir Ling Chi: de Chen Chien-Jen; artista taiwanês que além de fazer filmes pesadamente focados em questões políticas das terras orientais, possui algumas fotomontagens e esse vídeo focando no lado mais inumano de nós mesmos. Tanto no Ling Chi quanto nas suas montagens, Chien-Jen aparece como personagem. Segundo um texto muy foda publicado no Artinteligence, um lembrete de que somos e podemos ser tanto algozes quanto vítimas; talvez algo pior. Todos os filmes do Chien-Jen que eu já vi possuem um ritmo sufocantemente lento, quase opressor. O Ling Chi chega no auge de estetizar a violência em planos cinzas… longos… lentos… praticamente sem áudio… sensuais.

É uma sublime recriação em vídeo de uma execução… não, não achei o vídeo inteiro na internet.

https://i0.wp.com/www.chine-chinois.com/blog-chine/wp-content/uploads/2011/11/tortures-chinoises-ling-chi.jpg

Comecinho do Ling Chi do Chen Chien-Jen, antes das facas.

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Foto duma Ling Chi num doidão ai, circa 1905.

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Da série “Lost Voices” 1997, Chien nu e Chien decapitado sobre pilha de corpos.