Quase um clip de Precipice & All we love we leave behind

Dia desses eu acabei encontrando esse video de duas músicas da Converge, até que o troço é legal e eu pensei em postar como “Da série ‘clips que deveriam virar filme'”. Só uma pausa para uma breve divagação, me questiono muito por que diabos o povo da converge dividiu isso em duas faixas no All we Love we Leave Behind, a única resposta que encontro é “se o tempo para o set for pequeno a gente não toca Precipice” só consigo pensar nessa explicação, nenhuma outra parece ter alguma lógica.  Precipice e All We Love We Leave Behind encaixam perfeitamente bem demais para serem duas músicas diferentes/separadas dá um saco na coisa junto com o vídeo.

mas dai, foi só dar uma procuradinha de nada nas internet e acabei batendo nisso aqui. A porra do vídeo vem mesmo de um filme, não que isso diminua a qualidade do troço em alguma coisa..

Rovdyr é um filme slash movie norueguês bem +-, já começa pelo fato de ser um slash movie, dirigido por Patrick Syversen; que filmou sei lá o que mais. Mas a pessoa que teve a ideia de juntar trechos do Rovdyr com as duas músicas da Converge conseguiu sim dar um passo à frente na história da humanidade. Tá certo que alguns segundos as coisas não parecem se encaixar muito bem e o video desencaixa da múscia… mas mesmo assim, o clima de slash movie dentro dessas músicas, as quais juntas possuem um tom bastante melancólico, dá um UP na coisa toda geral. Diria até que é uma boa pedida procurar o Rodvyr só pra você sacar um slash movie que não venha dos states. Caso você não seje fluente em norueguês, dá pra procurar por Manhunt por ai que dá no mesmo.

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Papo cabeça, só que não, x2

Então, por esses dias foram parar na internet dois papos com integrantes de bandas que deveriam fazer parte da formação moral de qualquer pessoa de bem nesse mundo: Jacob Banon e Keijo Niinimaa. Os dois papos são bem diferentes, mas igualmente interessantes de sacar. Se você não fala a língua que o mendigo da sua rua sabe cantar quando tá bêbado, nem tente.

Rungs in a Ladder: Jacob Banon é tipo um doc-entrevista com o vocalista da mais que caótica Converge, feito pelo Ian MacFarland, onde ele foca justamente no que o tornou sequelado transformou na pessoa que ele é hoje, como ele lida com seus conflitos pessoais e como isso reflete na sua banda. Tem um tantnho de clima pretensioso, talvez criado por uma estética hypada do bagulho, mas vale a pena sacar; principalmente se você curte essa coisa de entender por que as coisas são do jeito que são. E principalmente, curte a converge… mas sem idolatria, sem idolatria.

E o Kaaos Zine, através da Kaaos TV, um coisa beeeem massa lá da Finlândia, trouxe esse papo rápido e diverso com a voz por trás dos berros na máquina de moer crianças chamada Rotten Sound. Da tour com a Nasum às expectativas para seus projetos musicais em 2013, o papo passa por muita coisa. Numa mistura de perguntas óbvias e respostas cretinas, os dois vão levando o papo numa leveza ímpar… mas é legal de sacar também, destaque para o finalzinho da entrevista… 8,5 de simpatia.


Piano e Hardcore pós graduado

Sabe quando uma banda joga por terra todo aquele papo velho de que Hardcore é um tipo de música simples e fácil de tocar? Acho bem isso da Converge. As músicas deles são lindamente cheias de nóias altas; lombras mil; pirações pesadas e todo tipo de coisa que serve pra transformar o troço numa coisa ímpar… dai, aparece um pirado pra jogar mais lenha na fogueira; quase naquele estilo ‘Tour de Japon – Music from Final Fantasy‘ e me fazer pensar que um álbun inteiro nesse naipe não faria mal a ninguém. A própria banda podia trocar umas ideias com ele, quem sabe.

Siligue nos vídeos de covers que o cara soltou da banda, não é dificil encontrar gente tocando sons da Converge em vídeos, mas no piano… ai a figura muda de coisa., né bixo? Nesses tempos de mil vídeos de gente tocando coisas no youtube, onde Michel Teló vai parar nos picos mais inimaginavelmente supimpas do universo, ver uns covers que realmente valham a pena… vale a pena.

Jane Doe pra fechar. Ficou parecendo música de gente grande o bagulho, tipo tema de filme cabeçudo em preto e branco dos anos 60 feito no Longistão do Norte.

E nem só de converge vive o cara, ele ainda consegue a proeza de acertar tirando vários outros covers no mesmo esquema: pianinho e vídeo simplezão. A lista vai de Mastodon a Opeth, passando por Gojira e Pig Destroyer… dá um conferes,


Oathbreaker = HardCore + Metal + Drááá!!

Não se engane por essa franjinha, a banda é foda!

Saquei por esses dias essa banda belga e pourran… fiquei de cara: na moral, o bagulho é tenso. Me lembra um pouco coisas como o Day of the Dead com um Converge e Abuso Sonoro por cima(só por que tem vocal feminino), é intenso em algumas partes, rápidão em outros momentos, tem um peso fodido a maioria do tempo e é raivoso, bastante raivoso… lindíssimo. Sei lá… é fuderoso e pronto, vá dar uma sacada e tire a prova dos 9. Caso eu não esteja enganado, na formação da OathBreaker ainda rola o Lennart Bossu, da similarmente fuderosa Amen Ra: sobre a qual eu já falei e reitero a recomendação para você que não foi correr atrás.

Pirei desgraçadamente na capa do álbun, só não achei com resolução melhor :/

O álbun mais novo da Oathbreaker é o Mælstrøm (sim, foi difícil digitar isto aqui), mixado pelo Kurt (da Converge) e foi lançado em junho deste ano pela Deathwish Inc, puta gravadora fodástica. Dá pra ouvir o bagulho inteiro so site da Deathwish inc. O primeiro lançamento da banda, feito em 2008, foi pela Thirty Days of Night junto com a Holyshit e é igualmente  matador, rola de dar uma conferida no som pela Holyshit… é raiva purinha. A banda foi formada também em 2008 e já rodou um bocado na gringa, pelos motivos óbvios… provavelmente você ainda vai ouvir falar bastante, já que tá tendo uma leva de bandas novas fuderosas recentemente.

Ainda dá pra sacar uma entrevista bem bacana com a OathBreaker no Blow the Scene, que é tipo uma possivel digevolução deste blog aqui, caso isto vá parar em algum lugar um dia. Nela a banda fala do significado negativo de suas letras, todas do Maesltrom são baseadas em cartas de tarô por exemplo, do seu processo de criação, do que os inspira aos equipamentos usados na gravação do Maestrom, da formação da banda e de como a cena na Bélgica é parecida com a de qualquer outro lugar… fuderosa.

Pra divulgação do trampo mais novo há este vídeo, da primeira barulehria do Mælstrøm: Origin, uma simplicidade que ficou bacana… bem melhor que aquela frescura toda de clip que quer ser hollywood e acaba virando um troço clichê e mal feito dos clips de um monte de banda de metal… Só faltou uma pegada Converge ai na “presença de palcdo” da galera tocando, mas passa tranquilo.

Depois de ter sacado a banda até recomendei pra mina que grita numa outra daqui de perto, a Come Alive… pelo que vi, acho que se a Come Alive colocar um pouco de Oathbreaker no tempero vai ser super tendência no outro verão. : ]