Meio obscuro, meio melódico, meio alguma coisa: Skin Like Iron

Surgida em 2006 em San Francisco, EUA, e com uma penca de lançamentos por uma penca de gente diferente nas costas, a Skin Like Iron vem chamando um bocado de atenção pela sua mistura de melodia com peso com velocidade com instigação com raiva e riffs bonitins e pegajosos. É um tipo de som que faz a pessoa se jogar do palco como se não houvesse chão e entrar no rolé pront@ pra perder 2 dentes. A banda é mais uma das que ficam na categoria “dark-melodic” ou algo do tipo, com letras indo meio que por ai; uma coisa deprê/nihilismo.

Uma pequena pausa para falar das capas dos trabalhos da Skin Like Iron. Putamerda, elas são foda! Você tem todo o clima “sou profundo” que as letras tentam passar, dai as capas trazem uma noção praticamente espiritual sobre o lance. Shoray. Elas me remetem ao universo à vida e tudo mais, talvez ainda mais que isso.

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Há um bocadinho de tempo não rola alguma novidade sobre a banda e nem sei se ela ainda tá na ativa, mas vale mesmo assim dar uma sacada nos sons com “calma”. É mais que óbvio que rola de escutar pela internet um monte de sons deles e fazer download de outros tantos, o bandcamp da Skin Like Iron é quase um prato cheio. De bônus rola ainda esse show inteiro aqui, pra sacar sussa.

 

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Traitor Kvlt – Traitor Kills

E vamos lá com a primeira recomendação de banda do ano e blábláblá

Dessa nova leva Dark Hardcore, donde parece que 80% das coisas surgidas são de “muito boas” pra lá, vem a Traitor: mais um nome pra você acrescentar ai na lista de “o que escutar quando estiver a fim de pegar uma faca e dar um rolé homicida traquili pela vizinhança”. É pura essência ruim indo direto pros seus tímpanos, o que é muito bom. Visualmente a banda saca como se vender, principalmente fazendo parte dessa leva mais obscura de bandas “ruins” surgidas recentemente. É só dar uma olhada pros materiais de divulgação, capas, cartazes e merdas do tipo, que dá já pra ter uma noção do que se pode esperar.

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Rapidamente olhando as fotos você saca uns X na mão de alguns membros da banda e toda aquela vibe “caras brancos com alargadores enormes tocanado de moletom”, mas eu diria que isso não é motivo pra se assustar: ao menos não inicialmente. O lance parece ser tranquilo, bem; não muito… pois não é Björk, né? As letras, pelo menos do trampo mais recente, surpreendentemente ficam naquele clichê de serem mais amorosas/depressivas que qualquer coisa que seu avô escutava na vitrolinha… é só fossa, das pesadas.

A banda é meio nova, Michigan – 2010 pelo que sei, e já possui alguns lançamentos, além de prometer mais 2 splits pra 2013; com Tharsis They e Barckin Backwards respectivamente. Acho que são coisas pra se esperar ansiosamente, quase roendo as unhas. Em novembro de 2012, saiu um trampo deles chamado Shadowheart, o qual quase tem nome de videogame, mas vá por mim, é só deleite e dá pra escutar o lance inteiro no Bandcamp. O último som do Shadowheart teve colaboração de um amigo deles, Tyler Priest, fazendo uma linha no piano que arranca choro de cadáver. Acho que tô começando a pirar em coisas com piano, indo da Pig Destroyer à Mouse on The Keys. O  resto, é só raiva e gritaria da melhor forma que pode haver.